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Residencial 7
Estrelas
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Começava aquele final de tarde a cair, diante majestosa paisagem verdejante,
quando chegamos à residencial, sita numa das encostas íngremes da linda vila
do Gerês.
O cheiro a floresta misturava-se com toda a mística daquele cantinho do
norte de Portugal onde todos nós deveríamos ter a possibilidade de poder
visitar.
Os dois parágrafos acima transcritos servem apenas de introdução ao
agradecimento público e de maneira singela que quero fazer a toda a família
“Janela” pelo acolhimento que nos fizeram durante a nossa estadia na sua
(deles) residencial.
Se nos fosse dada a possibilidade de escolha, para a estadia de umas
merecidas férias, entre um hotel de 5 estrelas e uma simples residencial, é
mais que evidente que a grande maioria de nós escolheria a primeira opção
mas, depois de sabermos que as 7 estrelas da residencial por mim evocada, se
referem a cada elemento desta família maravilhosa (Janela), que com a sua
simplicidade, amor e carinho com que recebem e tratam todos os clientes, não
hesitariam a pender para o lado onde os valores humanos fazem corar de
vergonha as luxúrias e falsas mordomias.
Aqui
não senti que o dinheiro fosse o mais importante, antes pelo contrário, foi
sim o servir bem com singeleza e o amor ao próximo. Aquele “olá” com sorriso
franco fazia-nos sentir tão bem e privilegiados por pudermos estar rodeados
de gente boa.
Quero dizer que todos eles ficaram dentro dos nossos corações pelos melhores
motivos mas não podia deixar de falar do Emanuel, um jovem com treze anos de
idade, com um sorrido aberto e possuidor de uma “aura” tão brilhante que
cativa até a mais fria pessoa. Sempre por perto em todos os momentos.
Mas falar só da família e esquecer a Residencial Janela, seu serviço,
aposentos e alimentação seria injusto porque para nós tudo foi muito bom.
O quarto era muito agradável, arejado e com uma linda vista sobre a serra.
Abrir a janela e inalar o cheiro a mata real, é supremo e fará com que a
saudade, de voltar aquele lugar, seja acelerada dentro dos nossos desejos.
Comer bem não significa comer muito mas, no nosso caso até coramos um pouco
porque comíamos que nem desalmados (como diz o povo), tal era a frescura e
paladar das refeições que nos foram servidas. Fomos tão mimadinhos que em
alguns dias até dos davam a escolher o nosso manjar.
Saborear o assado, o guisado ou a sopa, cozinhados em forno de lenha,
levou-nos a recuar até gerações mais antigas e voltar a sentir o paladar
daquela comidinha da avó, que já parecia arrumada num cantinho do baú. Basta
de falar em comida! Com uma discrição tão curta, até parece estranho, mas já
sinto água na boca.
E as barreiras… sim as barreiras arquitectónicas? Se deixarmos que nos
cuidem como crianças (no bom sentido, claro), quero dizer: se permitirmos
que nos ajudem, então não existem barreiras, porque os elevadores e escadas
rolantes são seres humanos que nos vêem como irmãos. Dão-nos sempre uma mão
para que nos sintamos confortáveis, confiantes e felizes.
Parece que estou a ouvir a sua voz, estimado leitor, a perguntar: “Mas onde
está o segredo?”. A resposta é tão simples… no AMOR, que mais poderia ser?

Contou-nos o Emanuel uma história que tinha como conclusão que, quando
fazemos algo para os outros, deveremos fazê-lo sempre como se estivéssemos a
fazer para nós, daí termos concluído que a moral dos Janelas é honestidade e
preservação do bons valores humanos.
Antes de terminar este pequeno texto, quero deixar aqui os nossos sinceros
agradecimentos a esta família pelo modo que nos trataram e desejar-lhes que
o nosso bom SENHOR os abençoe e os agasalhe com Seu manto de luz, saúde, paz
e amor.
Deixo-vos com um pensamento que nos ensinou um amigo padre franciscano, P.
Teixeira:
Tenho uma viagem marcada.
Para onde vou não sei.
Do que tenho não levo nada.
Levo apenas aquilo que dei.
Obrigado
Rui e Lena Arsénio
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